Jornalismo independente sobre gente, lugares e obras que vale a pena conhecer
Tuesday, May 10, 2011
Friday, May 6, 2011
"Savage Beauty", Alexander McQueen no Metropolitan Museum of Art, NY
“You’ve got to know the rules to break them. That’s what I’m here for, to demolish the rules but to keep the tradition" Alexander McQueen (1969-2010)
Thursday, May 5, 2011
Snu Abecassis, um relâmpago de firmeza
Apresentados por Natália Correia, Francisco Sá Carneiro e Snu Abecassis viveram a mais apaixonante história de amor do Portugal contemporâneo.
Mas a dinamarquesa (1940-1980) foi muito mais do que a mulher atrás de um grande homem: fundadora das Publicações Dom Quixote, leitora e estudiosa insaciável, deixou uma marca indelével na Cultura portuguesa no pós-25 de Abril.
A esse percurso somou a firmeza e a determinação com que enfrentou a hipócrita vida política durante os quatro anos em que viveu com o líder do PSD. A sua vida, tão breve como intensa. é recordada numa exposição, no edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Mas a dinamarquesa (1940-1980) foi muito mais do que a mulher atrás de um grande homem: fundadora das Publicações Dom Quixote, leitora e estudiosa insaciável, deixou uma marca indelével na Cultura portuguesa no pós-25 de Abril.
A esse percurso somou a firmeza e a determinação com que enfrentou a hipócrita vida política durante os quatro anos em que viveu com o líder do PSD. A sua vida, tão breve como intensa. é recordada numa exposição, no edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Etiquetas:
exposição,
gulbenkian,
snu abecassis
Tuesday, May 3, 2011
Saturday, April 30, 2011
O estilo a quem o trabalha
Como Coco Chanel bem sabia, a moda que vem da rua tem um impacto social muito diferente da que é imposta a partir dos ateliers. Nos tempos que correm, já nenhum criador ignora o poder da cultura urbana sobre a indústria da moda. Que o digam os autores de blogues, como the cool hunter ou the sartorialist, de influência só comparável ao gozado pela Vogue ou pela Harper's Bazaar. Mas Portugal já tem o seu style hunter, como se pode ver em http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com. Falámos com José Cabral, um homem com olhar de lince para quem passa.
O que o levou a meter-se nesta aventura de fazer um blogue regularmente atualizado sobre moda urbana?
O Alfaiate Lisboeta apareceu simplesmente porque sentia falta de ter um projecto pessoal. Algo que representasse um contraste com o meu dia-a-dia laboral. Algo que me fizesse sentir que era capaz de gerar qualquer tipo de processo criativo. O facto de esse projecto se dedicar de alguma forma à moda urbana decorre essencialmente de duas coisas: eu ter tido sempre tendência a reparar nas pessoas e naquilo que elas traziam vestido e de me ter deparado com publicações estrangeiras do género que me serviram de inspiração.
O que lhe desperta o clique? O que o faz escolher alguém (ou algo) em detrimento de outros?
Eu não escolho pessoas. Simplesmente há algumas que me despertam a atenção. Obviamente que, quanto não existe outro registo vivido que não o visual, é de esperar que o que as pessoas vestem seja aquilo que mais nos chama a atenção.
A "rua" já dita regras na moda?
Dizem que sim. Muito honestamente não acho que seja a pessoas mais indicada para lhe dar essa resposta. Teria que me pôr num lugar que ocupei durante um curtíssimo período de tempo – no lugar de alguém que visita blogues de moda de rua mas não tem um. Se fizer esse esforço de deslocalização temporal posso-lhe dizer que me senti inspirado por imagens que encontrei em alguns desses blogues. Mas muito sinceramente ainda me custa muito a acreditar que alguém vá ao Alfaiate Lisboeta retirar ideias para a sua indumentária. Ao meu blogue pessoal? Juro-lhe...custa-me a crer.
Para si, o que é a moda? E o que pode representar num mundo em crise?
A moda para mim é um conceito muito genérico que joga, essencialmente, com aquilo que temos por belo e com aquilo que julgamos valorizado pelos padrões sociais vigentes. Não me parece que a crise prejudique a moda de forma muito diferente daquela que condiciona tantas outras indústrias. A noção de que em tempos de crise a fronteira entre o essencial e o supérfluo se torna óbvia aos olhos de todos faz sentido no plano teórico mas a moda e tudo o que a ela está ligado tem hoje uma importância muito mais marcada do que a maioria de nós se dá conta ou se permite admitir.
Que tipo de roupa e acessórios o fazem vibrar?
Gosto de tudo o que é de inspiração sartorial (relativo a alfaiataria). Mas também, pelo preciso contraste, sou apreciador dos mais puros estilo desportivo e streetwear.
Monday, April 25, 2011
Lembram-se de A Caixa?
A recordação tem o carácter dfuso de um sonho: uma versão de mim com tranças,levada pela mão muito carinhosa de alguém muito mais alto. Vou com o meu avô materno, tenho uma mala de escola amarela com fechos reflectores e ele uma garrafa de vinho para o almoço de um dia com muito sol. Subimos as escadinhas de São Cristóvão, que ligam a Baixa à Mouraria. Lá em cima, o largo, a Igreja, a drogaria do sr. José, cheia das pequenas tentações que apeteciam a uma menina de tranças.
Quase 25 anos depois (em 1994), Manoel de Oliveira pegou no cenário destas memórias e filmou A Caixa. Com Luís Miguel Cintra, Ruy de Carvalho, Glícinia Quartin, Beatriz Batarda, Rogério Samora, Diogo Dória, Miguel Guilherme, Sofia Alves, entre outros. Hoje voltei às Escadinhas. Estão exactamente como as deixei.i
Subscribe to:
Posts (Atom)